No momento de ressaca da Copa do Mundo, eis que surge Lelé, arquiteto moderno que ganhou esse apelido por ter jogado na mesma posição que o conhecido jogador do Vasco da Gama. A partir do dia 21 de julho, começa a exposição A arquitetura de Lelé: fábrica e invenção, no Museu da Casa Brasileira.
Enquanto o verdadeiro Lelé jogava no palco do que hoje é uma das grandes experiências coletivas urbanas - o futebol - o arquiteto Lelé, registrado no cartório como João Figueiras Lima, usava sua criatividade para pensar projetos públicos e melhorar essa "esfera" quase inexistente no Brasil.
Com curadoria de Max Risselata e Giancarlo Latorraca, a mostra tem painél cronológico no qual aparecem os projetos de Lelé, tais como as passarelas de Salvador, os hospitais e centro de reabilitação do aparelho locomotor e as sedes do Tribunal de Contas da União, construídas em várias cidades.
A experiência dos diversos centros de saúde desenvolvidos pelo arquiteto - iniciadas em 1981 com as enfermarias coletivas de Brasília - continuaram em outros lugares do Brasil. Os hospitais e centros de reabilitação desenvolvidos por Lelé eram frutos dos Centros de Tecnologia da Rede Sarah (CTRS), que buscavam modelos exemplares de atendimento na saúde pública.
Lelé, que participou da construção de Brasília, mantave-se fiel ao projeto moderno sem ter esquecido seu viés humanista. Os projetos para redes públicas de saúde são exemplo da arquitetura e do design a serviço do bem-estar do homem, da humanização dos ambientes.
Hoje, o arquiteto preside o Instituto Brasileiro de Tecnologia do Habitat (IBTH) e continua seu trabalho com o espaço público. Seu projeto em andamento é a criação de um centro, como os CTRS, que pesquise especialmente pré-fabricados de argamassa armada.
Visitação:
Museu da Casa Brasileira - MCB
Avenida Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano
Do dia 21 de julho ao dia 19 de setembro
De terça a domingo, das 10h às 18h
Telefone: 11 3032 3727